quinta-feira, setembro 16, 2010

Hanif Kureishi receive PEN literary prizes*


"Ando a tentar convencer-me de que deixar alguém não é a pior coisa que se lhe pode fazer. Será desconsolador, mas não tem que ser uma tragédia. Se nunca se deixasse nada nem ninguém, nunca haveria espaço para o novo. Naturalmente que avançar para diante é uma infidelidade - para com os outros, para com o passado, para com as velhas noções de nós próprios. Talvez cada dia devesse conter pelo menos uma infidelidade essencial ou uma traição necessária. Seria um acto optimista, de esperança, garantindo a crença no futuro - uma declaração de que as coisas podem não apenas ser diferentes, mas melhores.

(...) Sei que o amor é obscuro; temos que sujar as mãos. Se nos retraímos nada interessante acontece. Ao mesmo tempo temos que encontrar a distância correcta entre as pessoas. Demasiado perto, e elas soterram-nos; demasiado longe e abandonam-nos. Como é que as conseguimos manter na relação correcta?"

[Prémio será entregue em Londres a 20 de Outubro]

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