quarta-feira, novembro 09, 2005

Rui Rio no reino do ego insuflado


Alguém devia ter a generosidade de explicar ao doutor Rui Rio que o poder conferido pela maioria absoluta conseguida nas últimas eleições autárquicas não é extensível ao mundo em geral. Não é, definitivamente, passível de ser estendido à Comunicação Social. Uma coisa (já, por si, suficientemente grave), é mandar nos vereadores, cerceando-lhes a mais elementar das liberdades: exprimirem-se; outra coisa, bem diferente - e bem mais grave -, é achar que pode, só porque sim, só porque lhe apetece, só porque deve achar que cada um em sua casa é rei, embora a sua casa não seja a casa de todos, reescrever os manuais de jornalismo e deontologia. Sobretudo reescrever, questionando sem fundamentar, a ética individual de cada jornalista. Mas, bem vistas as coisas, onde está a novidade? Há quatro anos, fê-lo com os jornalistas do Público; agora fá-lo com os jornalistas do JN. Será de louvar-lhe o espírito de equidade?!...


Alguém devia explicar-lhe, também, que em situação alguma (mesmo num caso de raiva extrema) um presidente de Câmara deveria permitir que a página institucional da autarquia (http://www.cm-porto.pt/), que, supostamente, existe para prestar informações aos munícipes, possa transformar-se num panfleto reaccionário, onde se questionam critérios editoriais e - pasme-se! -, a fotogenia do próprio presidente. Deveriam os jornais usar o photoshop para lhe melhorar a aparência?!


E depois, tudo isto, no rescaldo da entrevista concedida ao Primeiro de Janeiro (http://www.oprimeirodejaneiro.pt/), a 30 de Outubro (o mesmo dia da entrevista ao JN), na qual Rui Rio assegurava ter feito as pazes com os jornalistas, tem muita piada. E nós que achávamos que ele nunca mais ia ligar ao Balsemão para reclamar do painel de comentadores....

1 comentário:

  1. Folgo em ver neste blog as prometidas "palavras violentas, injúrias, ralhos e descomposturas". Já estava a perder a fé...

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